sábado, 18 de junho de 2011

PeTite Aguda

Eu peço licença ao jornalista Reinaldo Azevedo para reproduzir aqui o texto mais lúcido que li até hoje, desvendando o caráter e o papel que Lula desempenhou até hoje na sociedade e na política. Com todo o desprezo que eu sempre tive por este explorador dos humildes e ignorantes, usados por ele para sustentar a sua incompatibilidade com o exercício da labuta e alcá-lo à confortável condição de mandatário e líder de sindicatos e movimentos sociais aos quais sempre participou com retórica e apenas com retórica, ainda que retórica de baixo nível, sem cultura; falta de cultura essa, sempre por ele fomentada e exibida, como se fosse um troféu, digno de se exibir.
Por ocasião do aniversário de 80 anos do Presidente Fernando Henrique Cardoso - este sim, o Presidente que qualquer brasileiro culto, trabalhador com responsabilidade, se orgulha de ter, ou ter tido - Reinaldo Azevedo, em artigo no seu blog na revista Veja, articulou um texto impecável, traçando o perfil do prepotente líder do PT, MST e outros "Ts" que ele manipula em prol de si mesmo e de seus aceclas, muitos deles já desmascarados pela imprensa e CPIs. Prepotência essa que atingiu níveis de mácula no relacionamento internacional, dada as evidências da decisão por ele tomada no recente caso Battisti.
A íntegra do texto encontra-se no link exibido acima. Aqui destaco alguns trechos, aqueles que eu gostaria de ter escrito com tanta lucidez:


"Curiosamente, o mais importante presidente da nossa história sofreu um tentativa de desconstrução inédita, com uma virulência como jamais se viu. Nem mesmo a ditadura avançou contra a herança do regime deposto pela 'revolução' com a violência retórica com que Luiz Inácio Lula da Silva atacou o seu antecessor, FHC — nada menos do que o líder que havia posto fim ao ciclo da superinflação, que havia estabelecido os fundamentos do equilíbrio macroeconômico, que havia vencido alguns entraves históricos ao desenvolvimento. Não só isso: criou e consolidou as bases dos programas sociais no país, que, bem…, o Lula de oposição, ele sim!, chamava de 'esmola', o que está documentado em vídeo. O Apedeuta referia-se aos programas reunidos no Bolsa Família.


Oito anos de ataques implacáveis, sustentados pela mais poderosa máquina de propaganda jamais montada no país! Lula contou, ainda, com o auxílio pressuroso de setores da imprensa e do colunismo adesista, que se referiam — e alguns o fazem até agora — à 'privataria' da era tucana, à 'ruína' do governo FHC, ao 'neoliberalismo' e a fantasias várias para tentar minimizar o papel definidor que o 'homem do Real' teve na história do país.


Até ontem à noite, que se soubesse, Lula ainda não havia dado os parabéns àquele que tem a pretensão de ter como rival. Talvez não o faça. O misto de arrogância e insegurança intelectual do petista o impede de reconhecer a obra alheia, a grandeza alheia e até a gentileza alheia. Só conhece a prepotência e a subserviência. Não podendo se impor ao antecessor sob qualquer critério que se queira, então se sente diminuído — e, por essa razão, ataca.



Lula e o PT precisavam criar a farsa da ruptura com o passado para que seu projeto ganhasse identidade. 


Em entrevista ao Correio Braziliense, FHC especulou, com algum humor, que Lula talvez tenha algum 'problema psicológico' com ele. Tem, sim!, e já escrevi a respeito. Uma história sentimental do petista vai revelar o homem que se construiu eliminando os que o antecederam.


No sindicato, destruiu a velha-guarda na qual se ancorou para subir; no movimento sindical nacional, esmagou antigas lideranças para se tornar o grande líder; na esquerda, tratou com menosprezo ícones do pré-64, como Leonel Brizola (que o chamava de 'sapo barbudo') e Miguel Arraes; no próprio PT, desmoralizou todos aqueles que, ainda que minimamente, ousaram desafiá-lo. Lula só sabe existir destruindo. Sua identidade estava, em sua cabeça ao menos, em ser um anti-FHC. De maneira escancarada, sempre fez questão de opor a sua ignorância à sabedoria do outro, destacando que ignorância é força. O esforço, no entanto, vai se revelando inútil. À medida que o tempo passa, a obra de FHC se agiganta.


A 'PeTite aguda' é uma doença do espírito que subordina a inteligência a comandos puramente ideológicos, a despeito dos fatos.



FHC faz 80 anos. Vida longa àquele que nos libertou da condenação ao atraso e soube enxergar, contra a metafísica então influente da política brasileira, que a chave dessa libertação estava em pôr mais sociedade no estado, em vez de mais estado na sociedade.


Parabéns, presidente Fernando Henrique Cardoso!"


Parabéns Reinaldo Azevedo!

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