sábado, 25 de junho de 2011

Petês, um idioma criado a partir do dialeto Cegetês


Oficialmente, o Petês foi reconhecido como idioma em 10 de fevereiro de 1980. No Brasil, mais precisamente no “ABCD” paulista, em meados de 1962, durante o IV Congresso Sindical Nacional dos Trabalhadores, nota-se, pelo linguajar dos participantes, a prática de um dialeto batizado de Cegetês. No começo, o governo militar que tomou posse do país em 1964 ficou preocupado com a prática desse dialeto, pois, poderia ser uma linguagem cifrada para articular a oposição ao regime ditatorial que se desenhava, mas, em pouco tempo percebeu que não passava de mera falta de domínio e interesse pela língua-pátria. Além do não interesse pelo correto entendimento da língua-pátria, notava-se também, pelo discurso dos que usavam o dialeto Cegetês, o não interesse pela labuta, pelo trabalho diário e percebia-se que suas reuniões giravam em torno de assuntos ligados à elaboração de estratégias para garantir, aos seus praticantes, uma forma de obter remuneração às custas da labuta de outrem, que, aliciado com base numa filosofia de “justiça social”, pagava os tributos para incorporar o “seleto grupo”.


Não demorou muito para praticantes de dialetos com filosofia similares, como o Pecebês, somarem-se na unificação dos dialetos para o idioma Petês.


Além destes, grupos de auto-intitulados intelectuais, liderados por meia-dúzia de jovens de famílias abastadas da Bahia, que integravam um novo grupo musical, viram aí uma excelente oportunidade de marketing para se promover e passaram, também, a praticar e difundir o idioma Petês.


O regime militar foi instaurado em 1964 e por mais de 15 anos o Petês não obteve o status de idioma nacionalmente reconhecido. É lógico entender o porquê: estabelecer um novo idioma exige muito trabalho. A despeito, muitos dos idealizadores preferiram ir morar no exterior, com as despesas pagas pelos seus familiares abastados ou pela mora paga pelos correligionários aliciados, ao que chamavam de “exílio” e este termo foi incorporado ao idioma e nada se assemelha ao seu fiel significado na língua-pátria.


No começo da década de 80, aproveitando o desgaste da ditadura militar, ocorrido por conta do trabalho árduo de diplomados intelectuais e profissionais de alto-nível que somaram-se no combate à ditadura, um ex-trabalhador, um torneiro mecânico que havia se acidentado no exercício do trabalho e por conta disso recebia seus emolumentos por conta do seguro social, ainda que não incapacitado para o exercício laboral, foi escolhido para ser o ícone da oficialização do idioma Petês, adormecido há quase duas décadas.


Ocorre que o ícone extrapolou a mera condição iconográfica ao status de liderança, ainda que sem perder a real condição de fantoche e seu carisma e analfabetismo foi de imensa contribuição na criação e prática de novos termos que consolidariam e enriqueceriam (sic) o idioma que é, hoje, praticado pela grande maioria da população brasileira alienada.


Termos como “cumpanheru”, que traduzido para o português significa “comparsa”; “menas” = “menos”, só que usado em palavras que terminam com “a”; “trabalhadô” usado no sentido antagônico a “trabalhador”; “sabe” usado no lugar e ao invés da vírgula; inúmeros termos de baixo calão, sintetizados ou pronunciados com maneirismos; e a completa abolição do “s” em palavras no tempo plural, são exemplos e expoentes da contribuição desse ex-trabalhador ao idioma Petês.

Verbos transitivos diretos, como “dircear”; “genoinar”; “pereirar”; “delubiar”; “palocciar”; “mercadantear”; também são obras da imensa contribuição desse ex-trabalhador ao idioma Petês e todos estes verbos, guardadas as devidas variações de aplicabilidade, em síntese, têm o seu significado mais amplo, na língua-pátria, ao verbo “roubar”, só que em situações onde o roubo acontece a partir de um elaborado plano. Para um plano assim, bem elaborado, ainda que escuso, mas disfarçado de legal, o Petês tem, também, uma terminologia própria: “mensalão”. Os beneficiados com os lucros dessas operações recebem o título, em Petês, de “sanguessugas”


Em episódio recente, o ex-trabalhador, num ímpeto de criatividade, teve a idéia de mais um verbo: “dilmar”. “Dilmar” significa, em Petês, enaltecer o papel da mulher na sociedade moderna, alçando-a a altos postos de comando, mas, não de fato e sim de maneira hipócrita, demagoga.
O ex-trabalhador também criou o adjetivo que qualifica a personagem: “dilma do chefe”.



A partir de 1º de janeiro de 2009 passou a vigorar no Brasil e em todos os países da CLP – Comunidade de Países de Língua Portuguesa o período de transição para as novas regras ortográficas, que finaliza em 31 de dezembro de 2012.


No entanto, sabemos que, no Brasil, por opção da maioria da população, desse povo alegre e gentil, continuar-se a usar o Petês, a despeito do Tratado da CLP, afinal, o Brasil é diferente, independente, exótico, irreverente. “Esse Brasil lindo e trigueiro... Terra de samba e pandeiro”.

sábado, 18 de junho de 2011

"Missão política de campanha"

Diria Odorico Paraguaçu: Isso é obra da imprensa marronzista, badernenta e subversenta!


Reportagem de Hugo Marques e Gustavo Ribeiro, na VEJA, evidencia que Aloizio Mercadante, que ocupa a pasta da Cicência e Tecnologia no governo da presidente Dilma Rousseff, é um homem capaz de organizar um atentado covardista e crapulento, com o auxílio de dois ateístas despenitentes e de uma quadrilha de petistas, para incriminar um adversário político e tentar vencer as eleições.



Um dos petistas que operaram o esquema assegura que Mercadante foi o grande chefe da operação, que ficou conhecida, em 2006, como o “Caso dos Aloprados”: um grupo de dirigentes do PT comprou, por R$ 1,7 milhão, um falso dossiê que procurava ligar o então candidato tucano ao governo de São Paulo, José Serra (PSDB), à máfia dos sanguessugas. Mercadante, candidato do PT, seria o principal beneficiário caso a ideia desapretechada de sensatismo tivesse dado certo. Hamilton Lacerda, seu puxa-saquista, foi preso pela Polícia Federal segurando a mala de dinheiro — está de volta ao partido. A PF chegou a indiciar Mercadante, mas a acusação acabou anulada por falta de provas.


A VEJA descobriu tudo através da confissão gravada de Expedito Veloso, então diretor de gestão de riscos do Banco do Brasil, que confessou os detalhes do larapismo-maquiavelento-maucaratista em confabulância sigilenta a companheiros de partido. Ele fazia parte no núcleo central da campanha de Lula à reeleição e foi escalado para integrar a operação. Confrontado com o fato, Veloso não teve como negar. Ele agora integra a corja petista juramentada no governo do Distrito Federal, como secretário-adjunto de desenvolvimento.



Pergunta do repórter: "Qual foi sua participação na montagem do dossiê?"
Veloso: "Absolutamente lateral. Analisei os documentos. Só isso. Cumpri uma missão política de campanha."


“Missão política de campanha” é o nome que os petistas dão aos seus desapetrechamentos de caráter.


Veloso: “O plano foi tocado pelo núcleo de inteligência do PT, mas com o conhecimento e autorização do senador [Mecadante]. Ele, inclusive, era o encarregado de arrecadar parte do dinheiro em São Paulo” (…)


Expedito Veloso conta que Mercadante e o PT apostavam que a estratégia de envolver o adversário José Serra no escândalo de desvio de verbas públicas lhe garantiria os votos necessários para ganhar o pleito: 
“A avaliação era que o dossiê poderia levar a disputa ao segundo turno. De Brasília, o núcleo de inteligência do partido deu o sinal verde para a execução do plano. Por intermédio de Valdebran Padilha, tesoureiro informal do PT em Mato Grosso, o comitê paulista negociou diretamente com os empresários mato-grossenses Darci e Luiz Antonio Vedoin, que cobraram 1,7 milhão de reais para falsificar documentos e conceder uma entrevista na qual acusariam José Serra de envolvimento com fraudes no Ministério da Saúde.”


Veloso revela que foi justamente uma falha do grupo que tinha a atribuição de arrecadar o 1,7 milhão de reais pedido pela quadrilha para montar a farsa, que levou ao fracasso da operação. A escravagem petista ficou quatro dias em São Paulo aguardando o dinheiro, que demorou a chegar. E, quando apareceu, a polícia estava no rastro.


A partir das inconfidências de Expedito Veloso, descobre-se que a cangacista investida contra os tucanos em São Paulo não foi a primeira e que os alvos, talqualmente, nem sempre são só de partidos adversários.  Expedito revelou que, antes da prisão dos aloprados, ocorreu outro episódio, envolvendo os mesmos personagens, usando os mesmos métodos, emboramente, dessa vez, agindo em Mato Grosso. Os alvos foram os então senadores Serys Slhessarenko, do PT, e Antero Paes de Barros, do PSDB. Eles disputavam o governo do estado com Blairo Maggi (PR), que concorria à reeleição, quando surgiu um dossiê envolvendo a petista e o tucano com a máfia dos sanguessugas. Suas candidaturas foram fulminadas pelas denúncias. Foi mais uma armação covardista e crapulenta dos aloprados, segundo as revelações gravadas. O mentor dessa vez foi o ex-deputado petista Carlos Abicalil, atual secretário do Ministério da Educação. O financiador e beneficiário foi o governador Blairo Maggi.


Expedito Veloso: “O Abicalil já tinha negociado com Blairo Maggi para fuder a Serys e o Antero Barros. Pagaram 2 milhões aos Vedoin para incluir os dois indevidamente na lista dos sanguessugas. (…) Saiu uma reportagem antes da eleição que arrebentou os dois."


Serys confirma que Expedito a procurou no ano passado e fez uma confabulância político-sigilista: “Ele disse que meu envolvimento com aqueles bandidos foi tudo uma armação criminosa contra mim, patrocinada pelos colegas do partido."


O ex-senador Antero também soube da fraude: “Liguei para o Serra e avisei que estavam fazendo a mesma patifaria contra ele.”


Vamos botar de lado os entretantos e partir para os finalmente:


Abicalil é apontado como possível substituto de Fernando Haddad - que já está em estado de defuntice compulsória dentro do Ministério da Educação e da Ideologia. Blairo Maggi, hoje, é senador.


O grupo de Abicalil conseguiu expulsar Serys do PT. A direção nacional do partido interveio e converteu a expulsão em suspensão.


Este é Carlos Abicalil:


Neste momento extrapolante eu alço os olhos para o meu destino e, vendo no céu a cruz de estrelas que nos protege, peço a Deus que olhe para nossa terra e abençoe a brava gente de Sucupira.


Fonte: blog do Reinaldo Azevedo

PeTite Aguda

Eu peço licença ao jornalista Reinaldo Azevedo para reproduzir aqui o texto mais lúcido que li até hoje, desvendando o caráter e o papel que Lula desempenhou até hoje na sociedade e na política. Com todo o desprezo que eu sempre tive por este explorador dos humildes e ignorantes, usados por ele para sustentar a sua incompatibilidade com o exercício da labuta e alcá-lo à confortável condição de mandatário e líder de sindicatos e movimentos sociais aos quais sempre participou com retórica e apenas com retórica, ainda que retórica de baixo nível, sem cultura; falta de cultura essa, sempre por ele fomentada e exibida, como se fosse um troféu, digno de se exibir.
Por ocasião do aniversário de 80 anos do Presidente Fernando Henrique Cardoso - este sim, o Presidente que qualquer brasileiro culto, trabalhador com responsabilidade, se orgulha de ter, ou ter tido - Reinaldo Azevedo, em artigo no seu blog na revista Veja, articulou um texto impecável, traçando o perfil do prepotente líder do PT, MST e outros "Ts" que ele manipula em prol de si mesmo e de seus aceclas, muitos deles já desmascarados pela imprensa e CPIs. Prepotência essa que atingiu níveis de mácula no relacionamento internacional, dada as evidências da decisão por ele tomada no recente caso Battisti.
A íntegra do texto encontra-se no link exibido acima. Aqui destaco alguns trechos, aqueles que eu gostaria de ter escrito com tanta lucidez:


"Curiosamente, o mais importante presidente da nossa história sofreu um tentativa de desconstrução inédita, com uma virulência como jamais se viu. Nem mesmo a ditadura avançou contra a herança do regime deposto pela 'revolução' com a violência retórica com que Luiz Inácio Lula da Silva atacou o seu antecessor, FHC — nada menos do que o líder que havia posto fim ao ciclo da superinflação, que havia estabelecido os fundamentos do equilíbrio macroeconômico, que havia vencido alguns entraves históricos ao desenvolvimento. Não só isso: criou e consolidou as bases dos programas sociais no país, que, bem…, o Lula de oposição, ele sim!, chamava de 'esmola', o que está documentado em vídeo. O Apedeuta referia-se aos programas reunidos no Bolsa Família.


Oito anos de ataques implacáveis, sustentados pela mais poderosa máquina de propaganda jamais montada no país! Lula contou, ainda, com o auxílio pressuroso de setores da imprensa e do colunismo adesista, que se referiam — e alguns o fazem até agora — à 'privataria' da era tucana, à 'ruína' do governo FHC, ao 'neoliberalismo' e a fantasias várias para tentar minimizar o papel definidor que o 'homem do Real' teve na história do país.


Até ontem à noite, que se soubesse, Lula ainda não havia dado os parabéns àquele que tem a pretensão de ter como rival. Talvez não o faça. O misto de arrogância e insegurança intelectual do petista o impede de reconhecer a obra alheia, a grandeza alheia e até a gentileza alheia. Só conhece a prepotência e a subserviência. Não podendo se impor ao antecessor sob qualquer critério que se queira, então se sente diminuído — e, por essa razão, ataca.



Lula e o PT precisavam criar a farsa da ruptura com o passado para que seu projeto ganhasse identidade. 


Em entrevista ao Correio Braziliense, FHC especulou, com algum humor, que Lula talvez tenha algum 'problema psicológico' com ele. Tem, sim!, e já escrevi a respeito. Uma história sentimental do petista vai revelar o homem que se construiu eliminando os que o antecederam.


No sindicato, destruiu a velha-guarda na qual se ancorou para subir; no movimento sindical nacional, esmagou antigas lideranças para se tornar o grande líder; na esquerda, tratou com menosprezo ícones do pré-64, como Leonel Brizola (que o chamava de 'sapo barbudo') e Miguel Arraes; no próprio PT, desmoralizou todos aqueles que, ainda que minimamente, ousaram desafiá-lo. Lula só sabe existir destruindo. Sua identidade estava, em sua cabeça ao menos, em ser um anti-FHC. De maneira escancarada, sempre fez questão de opor a sua ignorância à sabedoria do outro, destacando que ignorância é força. O esforço, no entanto, vai se revelando inútil. À medida que o tempo passa, a obra de FHC se agiganta.


A 'PeTite aguda' é uma doença do espírito que subordina a inteligência a comandos puramente ideológicos, a despeito dos fatos.



FHC faz 80 anos. Vida longa àquele que nos libertou da condenação ao atraso e soube enxergar, contra a metafísica então influente da política brasileira, que a chave dessa libertação estava em pôr mais sociedade no estado, em vez de mais estado na sociedade.


Parabéns, presidente Fernando Henrique Cardoso!"


Parabéns Reinaldo Azevedo!

#OlhaláOlhaláOlhalá…

No dia 9 de junho eu postei aqui um comentário sobre a competência da equipe que toca o www.spfcdigital. No mesmo dia 9 recebí uma mensagem do Carlos Port, idealizador e administrador do portal Tricolor que dizia, na íntegra: "Que vergonha o caso Battisti, não? Irmão, que tal escrever conosco uma vez por semana, hein? Pense a respeito, seria um prazer ter você no time!"
E vocês acham que eu pensei? Só não aceitei na hora porque não vi a mensagem naquele dia, mas, quando li... nem consigo explicar a emoção e a alegria que me foi proporcionada pelo irmão também devoto de São Paulo Futebol Clube. "Agüenta coração!"
Então é isso "torcida brasileira"! Quando se faz o que se ama fazer, encontramos tempo para fazê-lo. Estarei lá, "de ponta de bota", no www.spfcdigital postando uma matéria nova toda sexta-feira. Decidi também, ilustrar as matérias com ilustrações que preparo especialmente para o tema abordado.
Muito feliz por integrar uma equipe de jovens criativos e competentes, sérios e obstinados, que estão usando a web com toda a sua propriedade multimídia.
No www.spfcdigital quando "apito o árbitro, abrem-se as cortinas e começa o espetaculo"!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Lojas Avenida - Dia dos Namorados 2011.

O filme que eu criei para o Dia dos Namorados das Lojas Avenida está no ar e no meu canal no YOUTUBE
Direção: Marcelo Nepomuceno. Trilha sonora: Fabio Cirello.

www.spfcdigital.com.br

E falando em interação com o universo internético, demorou para eu render minhas homenagens ao Carlos Port, Ricci Jr, Kauê Lombardi e a todos que criaram e tocam com competência ímpar o www.spfcdigital.com.br
Além de uma linha editorial franca e sem rabo preso com a diretoria do São Paulo Futebol Clube, nem preocupados em puxar o saco da torcida, obtém e divulgam informações quentíssimas, descem a lenha quando é preciso e, juntamente com o Renatão Morcegão ((que criou a primeira webradio brasileira: morcegão fm) criaram a Rádio SPFC Digital Ao Vivo, que transmite o jogos do Glorioso Tricolor pela Web e Twitter.
Orgulho de uma Nação Vitoriosa! Competência acima de tudo. Saudações Tricolores, amigos.

Filme sensacional da Africa para a Vivo: Eduardo e Mônica.

Renato Russo deve estar orgulhoso lá em cima e eu não me canso de assistir emocionado. A idéia é genial, a produção e a estratégia ídem!

A Vivo produziu um vídeo com a música "Eduardo e Mônica" que pretende mostrar o Dia dos Namorados em um mundo conectado. O filme mostra uma versão atualizada da história dos dois jovens, contada (e cantada) pelo Legião Urbana na década de 80. Em 2011, Eduardo continua jogando futebol de botão com o avô, como diz a letra da música, mas também joga em seu videogame Wii, usa internet 3G e troca mensagens com Mônica por um smartphone. Ela, não menos engajada, não larga seu tablet.
A campanha ganhou a primeira posição nos Trending Topics do Twitter brasileiro em questão de minutos, na manhã de ontem. No Twitter global, “#EduardoeMonica” estava em quarto lugar ao meio-dia.
Depois de a campanha já ter se espalhado entre os internautas, a Vivo divulgou oficialmente em seu perfil no Twitter, @Vivoemrede: “E por falar em amor... Vivo apresenta o clipe 2.0 de Eduardo e Mônica, a história mais cantada do Brasil”. O vídeo foi estreado na web nesta quarta-feira e ganhará uma versão para as telas no próximo domingo. No Facebook, os perfis Eduardo Botão e Mônica Godard mostram algumas características dos personagens, como o interesse por futebol de botão (apenas), por parte de Eduardo, e por Van Gogh, Rimbaud e, claro, Godard, por parte de Mônica. O filme foi dirigido por Nando Olival, criado pela agência África e produzido pela 02 Filmes.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Lojas Avenida vai abrir a primeira loja em SP, o que comprova que eu sou louco!

E além da loja em Barretos, que inaugura no começo de agosto, no North Shopping Barretos, semana passada inaugurou mais uma em Campo Grande (sua primeira loja conceito), dia 1 de junho em Eunápolis (sua primeira loja no Nordeste), a 664 km de Salvador e 50 km de Porto Seguro, cidade com 100.196 habitantes (IBGE 2010) e 6 universidades. E dia 6 de junho em Tucuruí, no Sudeste Paraense, com 97.128 habitantes (IBGE 2010), famosa pela sua hidrelétrica.
Em setembro do ano passado, em reunião com o Rodrigo Caseli, Presidente das Lojas Avenida, eu sugeri que ele "abrisse os olhos" para a vasta periferia e interior de São Paulo. A resposta foi: "Você é louco! Não fugirei da nossa estratégia de expandir o Centro-Oeste e para o Norte".
Nessa mesma reunião foi colocado que era notado uma certa resistência por parte dos administradores de shopping-centers em oferecer as mesmas condições que ofereciam às demais âncoras, famosas, à Avenida. Me foi solicitado, então, a criação de anúncios para veicular em veículos especializados, contando quem/o que é a Avenida. Não recomendei. Recomendei sim, a contratação de uma competente assessoria de imprensa, que em pouco tempo gerou excelente matéria, entre outras, na IstoÉ Dinheiro e há cerca de 1 mês na Valor e resultados imediatos: o convite para entrar no North Shopping Barretos surgiu praticamente junto à publicação da última matéria.
O "louco" aqui saiu de Cuiabá com a quase certeza que isso aconteceria.
Em outubro de 1987 a C&A tinha milhares de peças em estoque e um tremendo prejuízo. O "louco" deu a idéia de veicular, em todos os breaks nacionais do Fantástico, uma sátira ao próprio Fantástico, não exibindo a mercadoria encalhada, remarcada, como ofertas e sim o top-fashion do momento, sem qualquer remarcação de preço. Louco né? Pois é, na segunda-feira, as lojas C&A, no Brasil inteiro, tinham filas de dobrar quarteirão, aguardando a abertura das lojas e em 1 só dia desovou todo o estoque encalhado.
Mais uma "loucura", entre outras, em fins de 1989: criar um personagem afro-brasileiro para protagonizar o papel de ícone promocional de uma empresa de origem holandesa, instalada no Brasil há 13 anos e atuante no varejo de moda de grande porte.
E para esta mesma empresa as "loucuras" se sucederam ao longo de mais de uma década.
Crédito do "louco"? Não. Crédito de quem deu crédito às "loucuras" e colheu os frutos. Doces.
E essa é uma qualidade de Rodrigo Caseli. Quando pergunta se você é louco está abrindo espaço para o debate, para a argumentação. Depois, lá com os seus botões e com a competência e faro para os negócios, certamente genética, herdada do pai, fundador da empresa há trinta e poucos anos, arma a estratégia e vai à luta, com excelente índice de vitórias.
O "louco" vai agora preconizar mais uma: com a entrada no Sudeste e seu perfil mais amplamente divulgado no meio empresarial mais amplo do país, Rodrigo Caseli figurará, muito em breve, entre os principais nomes do empresariado brasileiro.
Eu SOU louco, não ESTOU louco!

Mulheres sempre encontram prazer em comprar.

Em pesquisa recente com mulheres de 35 anos a 60 anos, realizada pela Shopper Experience, colocou-se em debate os motivos que determinam a compra. Embora o emocional seja extremamente relevante no consumo feminino, o elemento determinante é a presença dos quatro “Ps” – paquera, pesquisa, pechincha e prazer.

A paquera é aquele espaço no qual a sedução que o produto exerce sobre a mulher envolve elementos como apresentação da loja, abordagem de venda e adrenalina da novidade. Na pesquisa, a mulher se certifica do custo-benefício do produto; questiona se a paquera tem potencial para se tornar “algo mais”. A pechincha é o momento em que põe em xeque o “valor”, a qualidade de uma relação embrionária. No prazer, a conclusão de um ritual sedutor que envolve emoções complexas e extremamente femininas. Embora o emocional esteja presente em cada um dos “Ps”, há muito do racional em cada etapa.

Em todas as pesquisas, um axioma impera – o atendimento de excelência determina e direciona uma venda de qualidade, peça-chave para a construção de uma relação duradora entre consumidoras e marcas. As mulheres já equivalem a 51% da população brasileira, além de influenciar e inspirar o consumo masculino. E como nada indica que o contrário seja pertinente, é essencial para o sucesso do negócio entender quais são os elementos que compõem o que as mulheres associam a um bom atendimento.

Entendendo o consumidor.

Identificar habilmente as razões que determinam uma venda em potencial significa, também, aumentar a média de itens que você pode vender a cada cliente que entra em sua loja.

Algumas ações de marketing podem fazer com que sua loja conquiste a confiança do consumidor e, consequentemente, a sua preferência e fidelidade.

Comece tentando entender o seu cliente. Procure saber o que ele realmente quer. A partir daí, pense nas formas como seu produto pode suprir essas necessidades. Crie maneiras de se comunicar com quem entra em sua loja. Repense ferramentas, inove, ouse. Atraia a atenção do mercado para você.

Lembre-se de parar e medir os resultados obtidos. Veja que tipo de ação funcionou melhor, o porquê da rejeição e o que você pode fazer para aprimorar suas estratégias.

Atriz do filme de jeans das Lojas Avenida: Maximodel 2010.

A atriz Bruna Alvin, que estrelou meu filme de jeans para as Lojas Avenida, foi eleita a Maximodel 2010 pela revista Maxim.
Veja o filme jeans para as Lojas Avenida aqui: http://www.youtube.com/user/WhamWaldirCosta#p/u/10/llBesJt7c-c
As fotos para a Maxim, por LOUISE CHIN E IG ARONOVICH








Ele criou a maior empresa do mundo, com vendas anuais de 350 Bil/Us$

"Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido.
 
Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.
 
Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.
 
Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.
 
Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranqüilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera.
 
Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça, mas não reclama pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente abaixam a cabeça e fingem não me ver.
 
Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas.
 
Engana-se.
 
Sabe quem eu sou?
 
EU SOU O CLIENTE QUE NUNCA MAIS VOLTA!

Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua firma.
 
Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que deviam ter feito era apenas a pequena gentileza, tão barata, de me enviar um pouco mais de CORTESIA".
 
"CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DE UMA EMPRESA, DO ALTO EXECUTIVO PARA BAIXO, SIMPLESMENTE GASTANDO SEU DINHEIRO EM ALGUM OUTRO LUGAR."

Discurso de Sam Walton, fundador do WAL MART, fazendo a abertura de um programa de treinamento para seus funcionários.
(WAL MART É A MAIOR REDE DE VAREJO DO MUNDO)
"A paciência é amarga, mas seu fruto é doce"
Jean Jacques Rousseau

Perguntas e respostas - 02.

Marcela: …vi também seu canal no You Tube e o vídeo de lançamento do Sebastian. Adorei! Aqui você desconstrói uma parte do que escrevi na monografia a partir dos poucos materiais que estão disponíveis na Internet – e, pelo visto, não muito confiáveis! Realmente dizem que o comercial foi baseado na cena do The Blues Brothers, em que Cab Calloway anima uma platéia. E que Jose Possi Neto foi escolhido o diretor e na época dirigia o “Emoções Baratas”, de cujo elenco surgiu o Sebastian. Vamos ver se entendi... posso dizer então que o comercial foi baseado no “Emoções Baratas” e tem elementos do The Blues Brothers? É meio que a inversão do texto, mas faz muita diferença de sentido, deslocando o foco maior no filme.

Resposta: Criei o post "Porque foi criado o Sebastian" para explicar detalhadamente um processo que levou 4 anos e extrapola as simples hipóteses que a imprensa divulgou e as declarações dadas pelos que vislumbraram a oportunidade de pegar carona na história. Neste parágrafo responderei o núcleo da questão:
Os filmes de lançamento da campanha "AbuseUse C&A" e não "o filme" não foram baseados em The Blues Brothers tampouco no Emoções Baratas do Possi. Eu criei a estrutura da campanha de maneira que pudéssemos produzir tudo de uma só vez, como se fosse uma série de TV para ser exibida em capítulos. Cada capítulo com o foco na data promocional do varejo, como dia-das-mães, dia-dos-namorados, dia-dos-pais, etc, com a promessa de que "cada vez que você ouvir AbuseUse, tem ofertas selecionadas na C&A". Elementos estéticos e estilo de narrativa cinematográfica, aí sim, foram aplicados, já na fase de roteirização e não na de conceituarão, baseados nas obras já citadas, somadas outras referências como Grace Jones, Max Headrom e outros ícones de modernidade da época. Mas, apenas para desenhar a estética dos filmes. É porisso que eu tanto contestei os jornalistas mal informados e os oportunistas caronistas, por suas declarações simplórias. Eu sou publicitário, não cineasta. Meu cliente me contrata para criar campanha publicitária, comercial, não obra de arte ou entretenimento.
Também é simplório afirmar que o Possi foi chamado apenas por seu "Emoções Baratas". Como expliquei em post anterior, eu tinha um convívio profissional com o Possi, fruto de atividade paralela no ramo de produção de espetáculos, que originou uma parceria na criação e concepção dos filmes. Dos filmes, roteiros, decupagem, não da campanha, do conceito comercial. O feeling de que o Possi agregaria qualidade, novidade e estética aos filmes, culminou com a indicação do Sebastian. É porisso que eu sou reticente ao afirmar que eu criei o Sebastian. Eu criei um ícone comercial. O Sebastian, em si, já veio criado, com o carisma e talento dele. O Possi o destacou dentre as inúmeras opções e talhou sua performance, criando assim o personagem. Eu prefiro dizer que eu criei o ícone, o Possi o personagem.
Meu conselho, Marcela: não se atenha a detalhes dos filmes e sim da campanha, do conceito da mesma. Você está escrevendo uma tese de propaganda e marketing e não de cinema.

Marcela: …tenho a opinião de que de alguma forma o Sebastian não se enquadra mais nos “anseios” da empresa. E também não concordo. Acho válida a proposta de agregar valores do mundo da moda ao contratar modelos, estilistas, etc … Mas quem disse que o Sebastian não é fashion?! Ele poderia coexistir com as modelos, em comerciais separados, sei lá, mas não sumir! É uma pena... Vários artistas já estrelaram campanhas, mas era do Sebastian que as pessoas gostavam e lembravam. E, como todo mundo sabe e você mencionou, o endosso de celebridades tem seus prós, mas também seus contras, já que hoje endossam uma marca hoje e amanhã estarão endossando outra, muitas vezes se envolvem em escândalos e “queimam o filme da empresa” e por aí vai, né? Um garoto-propaganda fixo é outra coisa. Se bobear acontece o que aconteceu com o Carlinhos da Bombril, que fez tanta falta e foi tão solicitado pelo público, que acabou voltando! Enfim, é só a opinião de uma simples estudante e consumidora...

Resposta: Vou abordar este assunto por aqui, porque diz respeito à atualidade e ao período pós-lançamento da campanha, portanto, não se enquadra ao tópico criado especialmente para tratar da criação do personagem. Primeiramente vamos lembrar que a opinião das empresas é formada a partir da opinião de seus dirigentes e, ao longo desses 21 anos, desde a criação do personagem, os dirigentes mudaram.
O retorno de Carlinhos Moreno só ocorreu por isenção pessoal dos dirigentes da Bombril e veio acompanhada do retorno do Olivetto à frente da conta publicitária do anunciante. Vamos lembrar que a mudança na direção executiva da C&A culminou no encerramento da Avanti, a house-agency que deteve a conta durante 24 anos, construiu a imagem e a história de sucesso da C&A na América Latina.
Marcela, você pegar uma celebridade pronta, criada a partir de um poderoso complexo de mídia, é infinitamente mais fácil e requer muito menos talento do que fazer o que eu fiz com o Sebastian e o Olivetto com o Carlinhos Moreno. Infelizmente, a geração que antecede a sua e muitos da sua, caracterizam-se por profissionais mal-preparados, equivocados, de visão limitada, acostumados ao fácil, ao cômodo, ao estilo pasteurizado e enlatado que é amplamente oferecido pelos meios de comunicação na atualidade. A falta de preparo profissional somada à incapacidade intelectual resulta em insegurança e auto-conhecimento de sua mesquinhez, gerando um sentimento auto-depreciativo que se defende, se protege, adotando a soberba como muleta.

Marcela: Não entendi muito bem quando disse que no momento em que cogitaram a Gisele você ainda estava na “geladeira”. Como assim? Não era mais da Avanti e não estava atuando nem como free-lancer para a C&A, mas sabia o que acontecia nos bastidores? É isso?

Resposta: Como expliquei no post anterior, devido à mentalidade paternalista da empresa, àquela época, ex-funcionários não eram aceitos como colaboradores ou fornecedores. A Gisele e o que ela viria a significar para a imagem da marca começou a ser cogitada no final da década de 90 e veio a concretizar-se no ano 2001. A partir do ano 2000 a "geladeira" começou a "descongelar" e minha amizade com o pessoal da Avanti e colaboradores contribuiu muito para o "degelo" e para minha permanência, sim, "nos bastidores".
Quando fui consultado, inicialmente, me postei contra, contudo, ao longo das pesquisas que foram sendo realizadas, comecei a mudar de opinião, especialmente porque notamos que poderíamos integrar Gisele e Sebastian, harmoniosamente, sem causar confusão no entendimento público da proposta. O Ralph é profundo conhecedor e interpretador da parte teórica, especialmente no segmento de varejo de confecção e conduziu todas as pesquisas no sentido de alavancar a imagem da C&A ao patamar alcançado com o apoio da imagem da Gisele, que era muito diferente do objetivo pelo qual foi criado o AbuseUse e o Sebastian 10 anos antes. Gisele foi a ponte para a imagem que a C&A quer ter hoje. Hoje, a C&A não está mais preocupada em vender a roupa mais barata do mercado. Hoje, o conceito que eles sempre adotaram, o "good value for money" se traduz em valor agregado e não em economia. Hoje, eles podem adotar esse conceito, pois, têm uma marca construída com bom-gosto e responsabilidade. Um patrimônio. Com lojas e produtos que condizem com esse conceito. E aí reside o "X" da questão: para você integralizar uma imagem como a da Gisele ao seu patrimônio, você tem que se preparar para promover essa mudança em suas lojas e em seus produtos. Foi isso que me deixou reticente, à época, e que o Ralph veio a garantir que seria a transformação maior que a empresa sofreria nos 10 anos seguintes.