Rodrigo Petry informou hoje, em sua coluna no O Estado de S.Paulo:
A Riachuelo, a partir do próximo ano, vai investir num novo formato de lojas, dedicado exclusivamente ao público feminino. Este modelo poderá contar com áreas médias de venda entre 700 e 1.000 metros quadrados, com departamentos feminino, de calçados, lingerie e acessórios.
"O intuito é passar a explorar mercados maduros, cuja disponibilidade de grandes áreas é escassa", destacou a empresa no relatório de administração que acompanha o balanço do segundo trimestre.
Além das 22 novas lojas confirmadas para este ano - sete já foram inauguradas até agosto -, a meta é abrir 40 lojas por ano, no decorrer de 2012 e 2013.
A varejista informou que aprovou um novo financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no montante de R$ 275,5 milhões. Deste valor, R$ 243 milhões serão destinados à Riachuelo e R$ 27,7 milhões à Guararapes. Os recursos serão usados para "adequar a estrutura de capital ao forte processo de expansão". A maior parte dos recursos refere-se à inauguração de lojas e capital de giro.
Em teleconferência com analistas, o diretor de relações com investidores da Riachuelo, Tulio Queiroz, disse que o modelo feminino poderá ter um Ebitda (geração de caixa) maior por metro quadrado, em comparação aos demais formatos. "Este modelo é mais rentável e atraente, focado em produtos campeões de venda." Ele disse, porém, que a Riachuelo vai focar a expansão com lojas tradicionais, de 2,5 mil metros quadrados de área de venda, até 2012.
O presidente Flávio Rocha, disse que a empresa poderá investir daqui para a frente em outros formatos compactos, com áreas médias de 1,5 mil metros quadrados, em cidades com mais de 100 mil habitantes. "Temos atualmente um potencial para atingir até 400 lojas."
Rocha destacou que, com a abertura de um escritório em Xangai, na China, a companhia deverá ampliar o mix de produtos importados nas vendas, especialmente de peças básicas. A Guararapes poderia, assim, focar a produção de roupas com mais elementos de moda. No ano passado, a fatia dos importados representou 9% das vendas, porcentual que poderá avançar para até 11% este ano.
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